Um dia de sábado energizante no Porto

Esqueça o carro que hoje o dia é para ser passado a pé, de bicicleta ou outro meio de transporte não poluente.

Comece o dia com um pequeno almoço reforçado e nutritivo com um sumo (apenas de fruta) na pastelaria Itaipú na Rua de Galeria de Paris. Se o tempo convidar espreguice-se na esplanada desta rua muito calma durante o dia.

Logo de seguida porque não uma aula de yoga (gratuita) nos jardins do Palácio de Cristal? Fique com energia para o resto do dia e com um sorriso nos lábios.

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Regresse, bem mais tonificada, à zona dos Clérigos e aproveite para fazer algo que se calhar nunca fez. Suba à torre dos Clérigos e delicie-se com a vista da Torre. Para os que queiram poupar as energias para o resto dia podem fazê-lo no recém instalado elevador.

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Hora de almoço! Duas opções distintas. Pegue na sua lancheira e aprecie o relvado do Passeio dos Clérigos ou escolha um dos muitos restaurantes desta zona onde por certo será bem atendido e bem servido.

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Não saia desta zona sem passar no Almada13 uma loja inesperada e linda com artigos de muito bom gosto, suba pela Rua da Picaria e na Rua da Conceição mais uma loja inesperada o Mercado 48.

Um café depois de almoço? Porque não. Conheça, se ainda não teve oportunidade, o espaço 100Contos na Rua de Miguel Bombarda.

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E mesmo ao lado a montra mais gira do bairro de Bombarda. A montra/janela da Mum Who Loves to Sew. Aprecie peças lindas para bebés e crianças muito estilo criadas pela autora deste texto.

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Enquanto as outras marcas fazem descontos e saldos a Mum Who Loves to Sew apresenta, como sempre, novidades! As mochilas mais fofas que já viu e os calções de banho para meninos com estilo estão em destaque.

shorts21937b  shorts-menino21932  shorts21939Estando no bairro das artes não se pode ir embora sem visitar as muitas galerias de arte e outros espaços interessantes nesta zona ainda mais sendo um dia de Inaugurações simultâneas. Não pode esquecer de passar no Berdinho, o mercado de produtos frescos no Centro Comercial Bombarda. Aproveite e visite as várias lojas do Centro todas elas diferentes e interessantes.

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Tempo para se refrescar um pouco? Uma cerveja gelada no Porto Beer Fest no Palácio de Cristal e  um descanso merecido nos jardins do Palácio.

Um pouco mais de cultura? Uma visita comentada ao Hospital de Santo António no âmbito do Open House Porto será sem dúvida algo diferente. Não se apresse mas não perca o pôr-do-sol, ou como se diz agora o sunset, no Miradouro do Passeio das Virtudes.

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Já com uma boa dose de sol é tempo de optar por uma caminhada até à Ribeira seguindo qualquer uma das ruas, qual delas a mais gira, e tomar um cálice de Vinho do Porto numa das muitas esplanadas da zona.

Para poupar um pouco as pernas suba no Funicular para a zona da Batalha e encontra ai uma série de restaurantes de todos os estilos para o seu jantar. A minha sugestão vai para o Duas de Letra no Passeio de São Lázaro que não sendo a opção mais óbvia tem óptimas sugestões para um jantar calmo (incluindo várias opções vegetarianas). O dia não pode terminar sem uma visita à gelataria La Copa para provar um gelado nesta casa que os sabe fazer tão bem. Agora com opções vegan, sem gluten e para diabéticos e todos os sabores são magníficos. O meu favorito é o de iogurte!

Agora a escolha é sua! Regresse a pé a casa para o descanso bem merecido ou parta à aventura para a noite do Porto.

BUTI yoga para uma transformação da mente e do corpo

Em Novembro do ano passado conheci a Joana que além de uma pessoa extraordinária é instrutora de BUTI Yoga. Esta prática que combina a coordenação do yoga com a agilidade da dança tribal foi para mim, uma eterna naba na prática desportiva, uma revelação. Muito enérgicas as aulas da Joana, sempre acompanhadas por música criteriosamente escolhida, garantem a quem pratica uma paz de espírito em que a elevada queima de calorias funciona como um extra bem-vindo.

Podem ver a apresentação da prática neste vídeo.

Podem saber mais sobre esta prática aqui. Para quem está no Porto e pretende experimentar uma aula contactem a Joana através do Facebook.

Recordações da primeira infância

Pediram-nos no Petiz, o jardim de infância do meu António, para partilharmos algumas das memórias da nossa primeira infância.

Para vos ser muito sincera não tenho grandes recordações até por volta dos 5 anos. Para trás ficam apenas historias de família que de tão repetidas temos dificuldade em saber se as vivemos de facto ou se apenas as vivenciamos pela voz dos familiares.

Uma das memórias mais vivas é a da mercearia ao pé da casa da minha avó. Lembro de lá ir e da montra do balcão onde se amontoavam esfregões de aço e outras escovas cujo uso me era desconhecido. Recordo bem as caixas de madeira onde estava guardado o feijão e dos sacos em que eram vendidos … Sacos de papel grosso com riscas encarnadas. E nunca me esquecerei do cheiro e da cor do bacalhau que eu detestava. Recordo-me bem dos calcanhares das clientes e dos seus pés calçados com chinelos e meias grossas, das saias de fazenda preta e dos lenços pretos. Os mesmos lenços que via no cemitério quando ia com a minha irmã e com a minha avó lavar e enfeitar a campa do meu avô. Do meu avó só me lembro da fazenda das calcas e que era muito muito alto, ou eu muito pequena….

Outra recordação bem viva é a do pequeno quintal da minha avó, que naquela altura me parecia uma imensa propriedade. Recordo-me bem do cheiro dos tomates, de brincar a inventar historias no meio dos pés de feijão e de algo que me ficou para sempre gravado de forma muito negativa…. O cheiro das galinhas e dos coelhos … Ainda hoje não suporto e não consigo passar perto na secção do mercado do Bolhão dedicada aos animais vivos. Lembro-me da minha avó entrar no galinheiro para ir buscar os ovos e que eu fugia para longe.

Uma recordação que tenho bem viva também é o dia, ou melhor dizendo a noite, em que nasceu o meu mano. Tenho uma vaga ideia de ver a minha mãe gravida, mas recordo perfeitamente o meu pai a pegar-me ao colo e levar-nos a meio da noite para casa da minha tia. Dormi na sala numa cama improvisada com cobertores cheia de medo sem perceber o que se estava a passar.

A Lili, como era tratada por todos, era uma criança normal que gostava de brincar ao faz-de-conta e aos amigos imaginários.
Depois disso tenho maravilhosas recordações da minha família, dos meus irmãos, de passeios de carro, de picnics de domingo, … Um sem fim de dias fantásticos mas já são recordações de infância e de adolescente.

Espero que os meus queridos filhos também eles um dia possam lembrar-se de coisas boas e de muitos momentos felizes connosco.

Celebrar a vida

Não gosto do meu aniversário, não por nenhum trauma com a idade, porque nunca gostei do dia do meu aniversário, mas também não vos sei dizer a razão deste deslike. Porém, está a apetecer-me festejar! Festejar a vida, as coisas simples, os dias que passam sem os contar….

Exprimi esse desejo ao meu marido, companheiro, melhor amigo, … a minha base… e ele fez-me a vontade e reuniu os meus mais queridos amigos num jantar no qual por certo nos vamos divertir.

Vai ser um dia cheio, com trabalho e diversão e uma celebração da minha vida. Uma vida calma, tranquila … à minha medida.