A quem confiar os nossos corações fora do peito?

Todos os pais que passam pelo momento de escolha de uma creche/infantário para os seus filhos vivem momentos de alguma ansiedade. O ano passado por esta altura, tinha o António 15 meses começamos a pensar no local onde ele iria passar os seus dias esperemos que nos próximos anos. Tínhamos algumas premissas para nós fundamentais e muitas certezas do local que desejávamos:

- Não queríamos uma escolinha que pretendesse formar cientistas nucleares mas sim pessoas felizes.
- Não queríamos avaliações, etapas, metas a atingir nem outras “fases” de crescimento que para nós são naturais no crescimento de cada criança e não impostas porque estamos no mês X ou Y.
- Não queríamos crianças fechadas em 4 paredes a ver TV mas sim uma casa com jardim em que pudessem brincar todo o dia.

Vimos algumas escolinhas na zona do nosso local de trabalho e de imediato duas foram eliminadas porque numa entramos e as crianças estavam paralisadas em frente ao televisor enquanto as educadoras falavam aos gritos connosco para se ouvirem por cima do som do aparelho; a segunda nunca lá entrei mas de todas as vezes que passo à porta dessa escolinha ouço senhoras a gritar e crianças a chorar.

A terceira que visitamos tivemos a certeza que era aquela. Uma casa de família em que as crianças brincam umas com as outras, as mais velhas com as mais novas, todos tomam as refeições em conjunto e fazem as actividades em conjunto como se fossem uma família de muitos irmãos. As educadoras Vera e Andreia são duas irmãs de uma simpatia e competência total e a auxiliar Dani uma pessoa com um sorriso contagiante.
Sempre tive a certeza que se o meu filho gostasse de ir à escolinha era porque era bem tratado e porque se sentia bem lá e de facto o António na maioria dos dias fica feliz ao ver que está a chegar à escola. Já com o Gonçalo tinha na altura uma escola na qual confiava a 100% e por isso estou muito feliz com a escolha que fizemos para o António.

O Petiz é sem dúvida a melhor escolha para os pais que residem ou trabalham na zona de Cedofeita, Bombarda, Palácio, Boavista, … Um casa sossegada onde passem a que horas do dia for só ouvem crianças a brincar.

Obrigada meninas por tomarem tão bem conta do meu tesourinho!

Primeiro dia na escolinha

A ‘Mum Who Loves to Sew’

Com o nascimento de cada um dos meus filhos descobri um novo hobby. Quando o Gonçalo nasceu tornei-me uma perita em bordados de ponto-cruz, com o António redescobri a costura. Sempre vivi rodeada de linhas e de agulhas porque a minha mãe trabalhou como modista, mas nunca me apeteceu ser eu a fazer.

Tudo se inicia em Março de 2012 quando começo por fazer uns pequenos saquinhos de decoração inicialmente pensados para guardar todos os pequenos objectos nos quartos dos bebés. Com algum receio de investir no mundo das crianças, uma vez que a natalidade em Portugal cai a cada dia, fiz os objectos com tecidos Portugueses que tanto pudessem ser usados nos quartos dos mais novos como em qualquer local da casa ou nos escritórios. Munida de toda a vontade e alguma ousadia resolvo participar num mercado de rua no Porto. Um rotundo falhanço! Não só não vendi nada como penso que ninguém terá olhado para a minha banca.

A minha vontade era desistir da ideia mas o meu marido e o meu filho mais velho insistiram que nunca se deve parar. Acreditei mas mudei de tema, a propósito de encontrar um babete adequado ao baptismo do António eu e a minha mãe fizemos aquele que seria o primeiro de uma longa série e descobri também um mundo novo que até aí me passava ao lado. Ainda a propósito desta celebração familiar iniciei a busca por um fatinho para menino que não fosse uma mini-versão de um suspiro. Assim, encontrei blogs e bloggers que se dedicam a divulgar marcas que não estão nem nos grandes espaços comerciais e que têm ideias e propostas fantásticas.

Nasce quase ao mesmo tempo outro hobby: pintrest, blogs de lifestyle de crianças, montanhas de páginas de Facebook … Como sou e sempre fui uma workahoolic, embora tenha trocado o marketing pelo design e pela costura, este ritual tornou-se num hábito diário. Assim, com a cabeça a fervilhar de ideias, decidi atacar a máquina de costura e tentar a minha sorte neste mercado.

Em Outubro de 2012 participo de novo no mesmo evento e desta vez, êxito! As minhas babetes fizeram furor! Quando olho agora para as fotos dessa participação não me envergonho, muito pelo contrário, mas rio-me com a meia dúzia de babetes que apresentei enquanto agora tenho sempre cerca de 150 babetes em stock e … Todas diferentes!